O desabamento de uma parte do telhado da Igreja de São Francisco de Assis completa um ano nesta quinta-feira (5). Conhecida como Igreja de Ouro, a edificação fica no Pelourinho, em Salvador.
A queda parcial do teto — ocorrida em 5 de fevereiro do ano passado, por volta de 14h30 — causou a morte de uma turista de 26 anos, além de deixar outras cinco pessoas feridas. Desde o desabamento, o templo segue fechado ao público.
Uma missa será celebrada nesta quinta, às 17h, na Igreja da Ordem Terceira de São Francisco — vizinha ao templo onde ocorreu o acidente —, em memória de Giulia Righetto, vítima do desabamento do telhado. Ela nasceu em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, e visitava a igreja com o namorado e amigos no momento em que parte do teto desabou. Até hoje, ninguém foi responsabilizado judicialmente pelo ocorrido.
O local passa atualmente por uma série de obras emergenciais, coordenadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), sem previsão de conclusão. Esta semana, o instituto anunciou que cerca de R$ 20 milhões do Novo PAC, do governo federal, vão ser investidos no restauro da igreja e do Convento de São Francisco.
O custo total da reforma do complexo, contudo, é estimado em quase R$ 90 milhões. A Comunidade Franciscana da Bahia disse que pretende realizar uma campanha nacional de arrecadação para ampliar os recursos de restauração.
A Igreja de São Francisco de Assis, erguida entre os séculos XVII e XVIII, é tombada pelo Iphan e considerada uma das sete maravilhas de origem portuguesa no mundo.












